quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

o álvaro

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escrever no «salinas» e nao evocar o sócio honorário nº2- álvaro crispim é o mesmo que ser muçulmano e não ir em peregrinação a meca (...)!
álvaro que para muitos é o último dos moicanos representa a colheita mais selecta da universidade palaciana, subiu a pulso todos os lugares e fruto do seu arrojo e bitola conseguiu chegar a atriário de 2ª, tem resistido à modernidade e permanece no palacete (com um interregno de seis meses) vai para 40 anos, esteve durante décadas proscrito na brigada nocturna onde teve noites de honra só comparadas às do «glorioso» nos anos 60 (...).
também conhecido como o «portas» da noite (...), com um coração de butrina para os amigos, «marcelino» adoptava um ar belicoso e até ofensivo para os «outros» que era a forma de se defender daqueles que o entreturbavam, a sequidão era outra das suas inquietações e o botequim do palacete era alvo permanente a ter em conta (...)!
foi de noite que viveu situações inolvidáveis:- a cena de «kung-fu» com um cliente no 6ºpiso com o intuito de o levar para o quarto, a amiga suissa que à 01h da manhã fazia questão de o mimosear com um faustoso banquete, as duráveis querelas com aqueles que queriam «subir acompanhados» e que o levavam muitas vezes a «vias de facto», os raspanços do chefe mantino quando sentia no ar um cheiro a «constantino», a relação amor/ódio com a máquina das facturas, as escapadelas para os andares onde punha em prática a sua especialidade de «voyeur», os telefonemas para as «primas da rússia», a leitura de livros «6 balas» que o seu amigo, vendedor des castanhas, o presenteava afim de fazer dele um novo «trinitá», o «tijolo» com que ouvia as «malhas» que o cortez lhe trazia da discoteca, o preenchimento de copiosos bolhetins de totobola e totoloto, os momentos de repouso no elevador, o roncar que ecoava pelo palacete inteiro, as evasões ao bar, «as cadelas» e outras estórias que ficarão para sempre no segredo do «salinas» e dos deuses!
deixa para a eternidade preposicões que ainda hoje são escutadas:- «fazem o que querem»; «oureles»; «caim caim caim», «unda unda», «tás armado em pai herói»; «é só doutores e engenheiros», «o pirata sou eu»; «ninguém me dá valor»; «há-des me dizer onde é que moras»; «vou ali à farmácia...já venho», entre outras (...)!
um grande companheiro do «salinas», que em 1985 o baptizou de marcelino e que em 1998 o nomeou seu sócio honorário nº2.
tendo em 92 vivido uma situação laboral complicada (...), deixou a «universidade nocturna» por imposição cimeira e a partir daí foi diminuindo o seu coeficiente de tola, é actualmente adjunto do «cabo costa» e mantém com este uma relação complicada...muito complicada!
porém, para demonstrar a sua militância, fez-se associado dos «chaves de ouro» que lhe esfolam mais alguns euros por mês e ostenta com supercílio o emblema que a instituição dourada teve a ombridade de o premiar!
embora muitos o denominem o «mantorras do palacete» devido ao seu «presente...ausente», irá continuar a ser o ex-libris da portaria!

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