terça-feira, 26 de janeiro de 2010

a cadeira

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a cadeira, não a do poder, não a electrica, não a do papa, nem a do cavaco mas a do jimbolamento do palacete desapareceu num abrir e fechar de olhos. ao fim de anûs e anûs e mais anûs se terem passado nela, resolveu algum farolizado que a mesma estava a denegrir a imagem interna e a prejudicar a adesão que continua a ser maciça!
durante dias e dias, porquê e para quê, foram os advérbios mais proclamados nos entrefolhos do adro interno!era com grande amargura que todos viam que a calosidade dos seus colegas alojadores, ía descer, pois passava do traseiro para os calcantes.
mas o mistério adensava-se..., de quem seria a culpa por o assento do acolhimento ter sido retirado enquanto o diabo esfrega o olho? quais seriam os benefícios desse acto de gestão digno de um apontamento académico?
pois era...uns culpavam a «generala», pois ao fazer pouco uso dela e optar por silhas superiores dava assim desprezo aquela por quem tantos anûs e anûs passaram...outros estavam convictos que o pecado tinha sido cometido pelo «carneiro», este ao ter o assento por uso ocasional afim de estar de pé e mais facilmente fazer as 250 vénias diárias, levou os novos iluminados a pensar que o ornamento do jimbolamento palaciano ficaria melhor sem a presença do sólio.
mas a maioria estava crente que o acusável era o nuno «lavadeiro», sócio honorário nº 11 do «o salinas», e porquê? porque ao fazer uso sistemático dela estava a estuporar um bem interno.
o certo é que a cadeira nunca mais deu «à costa» e os desflorados alojadores olham para o outro lado da fronteira com um misto de zelotopia e cobiça!
agora, ou sentam-se no chão ou esperam que a silha superior esteja desocupada!
há com cada maduro!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

o envelope

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o envelope, desde que «o salinas» se recorde...sempre foi dos substantivos mais utilizados a nível interno, «dá aí um envelope», «tomá lá o envelope», «tira aí um envelope», «onde está o envelope» são algumas das frases onde o dito cujo é referido.
então quando chega a altura do natal, época de concórdia e até de bastante amizade...nada interesseira, o invóluco é mais vezes pronunciado, do que a palavra euromilhões é acentuada em semana de jackpot!!!
«será que o envelope é para todos?»... ouve-se repetidamente intramuros a alguns líricos que ainda acreditam no pai natal!
já vai para mais de trinta anos que em quadra natalícia...é vê-lo passar por baixo da mesa com um aviso «à mantino»:
-«toma lá e não digas a ninguém!».
mas sabe ou desconfia «o salinas» que mais uma vez tenha acontecido...para todos? não, para muitos? não, para alguns? não, para poucos? sim.
e os poucos lá vão passando misteriosamente a ideia, que pensam que outros não pensam que eles foram um dos pensados...!
a boa e moderna gestão ensina que a motivação da força de trabalho é essencial à boa produção e neste caso aplica-se o inverso, a desmotivação é a culpada da má prestação!
até se entende, motiva-se uns para assim serem eles a motivar os outros e fazer estes acreditarem que o pai natal existe mesmo e quem sabe um dia..., serem eles também alvo da generosa oferenda de um envoltório?
parafraseando as palavras sábias do respeitável sócio honorário nº10 do «o salinas» , salvador da pontinha:
- «tás mas é maluco!».