terça-feira, 29 de janeiro de 2008

COSTA-te ao balcão

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COSTA-te ao balcão
eu já bebo há muito tempo
COSTA-te ao balcão
talvez eu esteja a exagerar
COSTA-te ao balcão
dá cabo da minha sede
não queiras ver como eu estou
deixa-me embebedar
chegado da terra
fiz tudo pra poder beber
em nome da sede
com o fundo a desaparecer
serve me bem
não desiludas os meus gestos
faz de mim o novo baco
não quero deixar de beber
o que bebi
está bebido e vertido
o que não bebi
hei-de beber um dia
sei que não sei
às vezes entender a vossa sede
mas sabe-me bem
COSTA-te ao balcão

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