quinta-feira, 13 de setembro de 2007

a história da costeleta

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certo dia, naquela casa sombria, onde já nada havia, a não ser algumas migalhas de pão, espalhadas pelos cantos mais inóspitos da mansão e como que farejando o mais pequeno deslize, dos seus humildes servos, o senhor, percorria uma a uma aquelas escadas que outrora tiveram o seu esplendor!
por fanatismo ou simplesmente por demostrar alguma senilidade, o senhor cumpria escrupulosamente cada um dos seus rituais diários, como se de algo religioso se tratasse.
a fome abundava no palacete, os tempos, esses, não eram mais do que de vacas magras...
o cheiro pestilento abundava nas imediações da cozinha, que jamais servira alguma refeição ao mais esfomeado dos viajantes, preterindo amealhar do que esbanjar, por bocas de qualidade inferior á sua.poucos tinham restado e sobrevivido ao génio maléfico do seu amo que apesar da idade já bastante avançada se recusava a ceder a qualquer tipo de sentimento.
porém, um dia, alguém ousou tocar e devorar um dos últimos manjares do seu senhor, mesmo já em leve estado de decomposição. da tenra peça do suíno, não mais sobrou, do que a parte mais dura da cartilagem do animal... horror dos horrores!!! o misterioso desaparecimento dos restos mortais da peça, suscitaram alguma perplexidade no meio senhorial e com isso surgiu a inquisição... os poucos que restavam, teriam de se arrastar até ás catacumbas do decrépito palacete, a fim de serem acusados, inquiridos, julgados até ser apurado o culpado de tal misterioso desaparecimento.
o tempo parecia também já sucumbir ás perguntas do senhor, os servos entre trémulos e assustados, continuavam em silêncio, tentando ao mesmo tempo não vacilar. mas por fim, perante o ameaço de todos serem punidos, o pobre e tímido costelletta tomou a dianteira aos seus companheiros e como que proclamando solenemente a sua confissão e assinando a sua sentença, deu-se assim como culpado, terminando assim com o suplício de todos os presentes. como castigo foi-lhe admnistrada a mais penosa das tarefas: perpétuamente teria de capturar díariamente 100 gambuzinos e só poderia fazê-lo durante a noite, pois seriam muito mais difíceis de ver!!!
e assim continuam a ser os muitos e longos dias da estirpe real e dos seus leais servos, num sem fim de histórias fantásticas, que sempre que possível continuarei a narrar, aqui ou em qualquer outro lugar...



este texto foi mais um dos muitos contributos prestados por freelancer's salínicos.

4 comentários:

  1. ai o costeletas....loooooooool..depois que comeu...nunca mais foi o mesmo!!!!

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  2. o costelletta até foi homenzinho, não sei se esta parte não será ficção...

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  3. será que ele tem cumprido, o pobre costelletta, com a "apanha" da centena de gambuzinos, como foi a de seu amo???

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  4. apanha gambuzinos sim senhor...
    eu sou testemunha.
    ass:sf

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