sexta-feira, 28 de setembro de 2007
o zé bagageiro
zé bagageiro português da damaia/cova da moura, mal tinha posto os pés no chão e já o seu pensamento estava virado para a vida hoteleira, na hora de adormecer as histórias que seus pais lhe narravam referiam o aumento frequente e gradual das contas bancárias dos seus conterrâneos e zezito que na escola lutava permanentemente contra a inteligência, começou a equacionar a hipótese de através dos seus vários familiares, iniciar o percurso na restauração!
um frasco de mel, um cabaz de figos e uma garrafa de azeite virgem foi aquilo que diamantino recebeu por encaixar o damaiense na sua equipa, durante três anos foi um mandarete exemplar, trabalhador, educado, muito coiso e tal, todos os meses os seus velhos lhe diziam para não se esquecer da mercadoria para o chefe(...), foi nessa altura que trava amizade com mário chopin e é com este que nos anos 80 passa tardes musicais inesquecíveis, exceptuando a vez em que foi apanhado pelo major a utilizar um ascensor não permitido, cortez passou incólume no palácio!
ao sair deixou a porta (de serviço) aberta e disse para o porteiro da mesma:
-vou para a tropa mas volto!...ai tanto sal!
depois de cumprir a missão patriótica, tornou-se empresário de confeitaria com algum sucesso, foi ainda barman mas na altura a profissão era mal paga, as saudades que tinha do palácio comecavam a brotar nele, andava triste e um dia encontrando aires antão perguntou-lhe:
-não arranjas nada?
ao que o assistente social respondeu enquanto sorvia a quarta imperial paga pelo pobre do zé:
-há uma baga pra vagageiro mas primeiro tens kir pósdanoite!
e assim aconteceu, durante duas semanas e enquanto a farda de bagageiro não se concluía ficou exilado na equipa nocturna e esta quando teve conhecimento da identidade do novo elemento logo pensou numa recruta especial, desde as ainda actuais voltas circulares até à peregrinação à catacumba, todas as provas foram difíceis, mas o zé a todos elas ía respondendo sorrindo:
-ai tanto sal!!!
na ida à fossa (o seu último teste), trajando sómente umas cuecas azuis, meia preta de algodão e gordo que nem um «matcho», com um pedaço de giz na mão virava-se para mim e dizia:
-isto não escreve...ai tanto sal!!!
não marcou o nível dos dejectos mas gravou a letras gigantes a sua passagem «pelosdanoite»!
mas o seu grande sonho era a bagagem e quando já fardado entrou ao serviço, conta amiúde vezes que sentiu uma tontura de emoção e só não caíu porque se agarrou ao busto do dom luís!
estar no cargo que durante várias gerações era pertença dos seus conterrâneos deixava o cortez orgulhoso e finalmente poderia ir à terra e gritar por essa beira fora:
-eu sou o zé bagageiro!
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depois de tanta luta o zé lá s tornou um bagageiro...mas se realmente tivesse sido inteligente tinha ficado nusdanoite, pk a ésta altura éra o zé porteiro.
ResponderEliminarmas pelo menos é o rival do aires...qual deles atropela mais pessoas para chegar aos eurinhos?
ass: SF
era bom que o zé deixasse de ir na conversa do aires
ResponderEliminarzé bagageiro, português da damaia, o homem com a "caixa córnea" mais rija da charneca da caparica, até atropelou um autocarro dos tst... atenção ao perigo!!!
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