se há fortuna que o palacete se pode orgulhar são os sucessivos botequins e seus respectivos barman`s que têm elevado que nem um foguetão as cinco estrelas hoteleiras!
nos primórdios do séc XX o primeiro a ter fama mesmo sem ser famoso foi o «american bar», com uma localização privilegiada (actual sala de bagagem e afins) e tendo ao seu dispor um vasto parque de estacionamento para traquitanas,burros e bicicletas - os meios de tansportes mais utilizados na altura - eram muitos aqueles que faziam do elegante bar...a casa deles!
a fina flor lisboeta estava encantada com os xaropes e chás que se serviam diáriamente e tendo em vista a captação da melhor clientela possível, não olharam a meios aqueles que queriam atingir os fins e contrataram o melhor barman de lisboa, o conhecido galego manolo adeggas, este foi fazendo a casa e agariando avinhados em abundância e conseguiu ser mesmo o escolhido para servir o rei d. carlos quando este presenteou o seu homólogo italiano vitor manuel com um beberete real!
o galego adeggas sabendo do seu contributo para a facturação constante do botequim, dirigiu-se ao «barroso» da época e reclamou uma parte dos lucros, este seu «abrir demais a boca» levou a «casa» a dispensar o velho espanhol e a assalariar provisóriamente o taberneiro da «tasca da avenida» (...) e foi já com este que foi inaugurado o novo «bar-johnnes» de seu nome- e (localizado na actual sala dos restauradores) que substituiu o velhinho «american bar».
à semelhança do primitivo botequim, o «johnnes» também dava privilégio à panorâmica e começou a ter fama de encontros secretos regados com abafados de azeite, sangrias de capilé e caracóis que o tasqueiro reinaldo preparava com agudeza!
mas foi na década de 60, com talento para o balcão e com curriculum só talvez parecido ao do actual barman, que carlos barros ou «carlos do bar» para os achegados, transformou por completo a maneira do «johnnes bar» funcionar ao introduzir a música ambiente , as azeitonas marinadas e especialmente a sua grande especialidade, a giijinha com tinto!
conseguiu conquistar clientela com as suas artes manhosas, clientela essa que fazia disto a casa deles pois era mais o que bebiam do aquilo que pagavam!
foi o percurssor da mudança de instalações e o novo bar do palacete instalou-se cobrindo metade da àrea do actual salão (...), com um mobiliário neo clássico e um alumiamento digno de uma àrvore natalícia,apostou-se dessa vez, em detrimento da panorâmica a beneficiar o sossego!
os clientes não mudavam , a idade começava a deixar marcas e «o carlos do bar» já cansado dizia:
- qualquer dia vou-me embora!
tornou-se grande amigo e chegou a aperfilhar internamente o àlvaro crispim, este a troco de um «balão» ajudava o barman na arrumação diária do estaminé e ainda lhe oferecia o «periódico»...(o tempo de ler e andar informado à borla...estava longe) mas um simples balão para o «copos» não era o suficiente para lhe atestar a cabeça e volta meia o carlos avisava:
- «este gajo não tem emenda e vou ter que falar ao patrão para colocar uma fechadura na porta, porra...não chega o balão»?!
o seu lirismo levou-o a sair pela porta pequena e antes de ti manel fão ( pessoa já citada noutros post`s) ter marcado a sua passagem, houve ainda dois bons amigos «dusdanoite», o fernando «paraquedista» e o jorge «sesimbrense» que muito contribuiram para que o bar e os barman`s sejam o sócio honorário nº 3 do «salinas»!
ti fão teve a honra de estrear o novo botequim do palacete, que fica situado na antiga ucharia da manutenção, como desde de sempre, os frequentadores não têm parado de aumentar e as iniciativas promovidas ( pianistas, chás, torradas, encontros, lançamentos, manueladas e até a contratação do «cristiano ronaldo dos bares») têm sido essenciais ao sucesso.
manel costeletas é actualmente «o cabeça do touro» e aquele que tenta manter, o que já é muito bom, a fiel clientela e mesmo não sendo fácil...apetece dizer:quem te viu e quem te vê...«american bar»!
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
os bares e os barman`s
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Ainda bem que voltaram.
ResponderEliminarja estava com saudades...
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