terça-feira, 1 de abril de 2008

o aluguer

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estranhava-se que havendo outras empresas com mais nome na praça, a «roubauto» fosse sistemáticamente a preferida pelos atriários, mas quando «o salinas» começou a perceber que uma mão lava a outra e as duas lavam a cara, ou seja, quando integrou a sociedade «o segredo é alma do negócio», constatou do porquê de existir uma rent-a-car que tinha a dilecção do «cabeça do touro» do átrio principal (...)!
o «dinossauro hoteleiro» continuava a aplicar a velha máxima:
- é tarde para a economia quando a bolsa está vazia!
o mistério depressa foi sendo desvendado (...), sempre que o fim do mês estava lá outra vez, o «machadinho» sorrateiramente fazia a sua aparição, transportava o envelope dourado e era alvo de recepção calorosa por parte do velho tino, este seu gesto desapegado provocava o pasmo de todos que ouviam a chuchadeira da praxe:
-« és o maior!»; «dou-te a minha palavra de honra que nunca pensei...»; « o meu carro precisa de reparação»; «não há ninguém como tu!»; etc!
mais a mais mas não tudo, quando chegava a altura do natal, uma «bannette» carregada de garrafas de etílico, calendários, tapetes de banho, porta chaves, esferográficas e isqueiros depositava o seu conteúdo nas mãos do «pai natal da porta» afim que este pudesse presentear e mostrar assim o seu lado clemente!
os anos foram passando e o que «o salinas» nunca pensou foi ver hoje em dia a pretexto de uma qualquer viagem, de uma avaria, de um transporte de cadeiras ou até de uma «mudança», todos e mais alguns a usufruir daquilo que o tino afirmava repetidamente:
-«sempre pra estes...estes é que são nossos amigos»!
a conclusão a que se chega é que o seu encarniçamento pelo «machadinho» foi mais uma das heranças que deixou aos seus acólitos e que estes aproveitam até ao tutano!

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