terça-feira, 15 de abril de 2008

a noite em 84

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nada é mais conveniente do que a vigilância. ela torna-se mais fácil diante do adversário declarado. mas este passa a ser terrível e perigoso quando se insinua furtivamente e estar de vigia nocturna na primeira metada da década de 80, não era fácil (...)!
tão fácil não era que apenas trabalhavam de noite aqueles que queriam seguir a vida hoteleira ou então que não caíam nas boas graças do velho mantino.(...), só dois asseguravam a tarefa, um para ser porteiro, recepcionista, bagageiro, telefonista e outro para mandarete, ascensorista, empregado de mesa, empregado de quartos e técnico de calefacção.
mas como no pensamento dos «doutores da altura», à meia-noite acabava o trabalho, não interessa ir ao pormenor de muitas e variadas vezes esses dois (entrada e saída de grupos, enxurradas da tap, etc) fazerem aquilo que deixa num «estreque» desmesurado aqueles que trabalham de dia!
as rondas exaustivas, as caldeiras que não davam descanso, os elevadores que não paravam, o besouro da central permanentemente a soar..., dois dos apetrechos banais em qualquer palacete, a tv e o mini-bar, aqui e na altura, só em ideia, e isto implicava que o desgraçado do mandarete nocturno fosse solicitado amiúde vezes para, de bandeja numa mão e ainda tendo de conduzir o ascensor com a outra ou seja desdobrando-se em dois, três ou até em quatro..., segurar as cinco estrelas!
e as «putas» que não podiam subir e que faziam um alvoroço inenarrável!? e a violência? e os assaltos? e as bebedeiras? e as reclamações, os insultos, as ameaças, e «o parque que era pequeno»? e «o quarto que estava frio e o quarto que estava quente», e transportar bêbado(a)s aos aposentos? e o limpar o cuspido dos mesmos? e o fazer camas, levar estrados (...)? e a recompensa acabava por chegar de manhâ com a habitual cacetada do major!!!
citando um filósofo da nossa praça:
-« não é(ra) fácil»!!!
ainda hoje são os fantasmas que executam as tarefas!

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