terça-feira, 8 de abril de 2008
a admissão
antigamente (...), antes de alguém ser admitido tinha que passar pelo crivo do «major valentim»!
os mandaretes, a classe de somenos importância mas de não menos utilidade do palacete, foram sempre alvo de escolha criteriosa.
os candidatos, quase sempre trazidos por «mão amiga», ou pelo amigo do amigo, ou pela empregada de andares cuja a vizinha tinha um filho desempregado, ou pelo empregado de mesa a quem o polícia lá da rua pedia que engavetasse o afilhado no palacete, ou pela lavadeira que tinha um sobrinho que andava a perder tempo na escola, ou pelo aires, etc (...), eram pré-seleccionados pelo chefe mantino que depois de uma pequena inquirição e de alguns avisos do género:
- dizer sempre sim senhor e obrigado.
- cabelo cortado «pela orelha».
- botões limpos.
- sapato preto engraxado.
- meia preta.
- fósforos e esferográfica.
- ser amigo do chefe.
- não esquecer o chefe nas idas à terra.
(...) encaminhava os postulantes até ao «primeiro» andar onde aí sim...era tirada a «prova dos nove».
o aspecto, a descendência e as «cunhas» internas eram características essenciais à aprovação do futuro lacaio, que depois de um inquérito exaustivo ,já que o major não deixava passar a oportunidade de dar umas primeiras «cacetadas» e assim mostrar quem realmente estava à «cabeça do touro», começavam a ser apelidados de «besta e és assim por natureza» (...)!
o pequeno aprendiz de hotelaria balançava sempre antes de se dirigir ao barroso para fazer a inscrição...dizer sim implicava passar as «passas de oliveirinha» durante muito tempo e ainda tinha que ouvir o «mantino» dizer:
- «já sabes, não te portas bem e vais com a da tia num instante»!
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o meu interregatorio nao teve nada disso....lol
ResponderEliminarrespondendo ao PXOI, apenas posso dizer que deves ser algum maçarro(a)...lol
ResponderEliminarmaçarro......nada disso! mas grd amigo da esquipa usdanoite
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