noutros tempos...por alturas da época natalícia, era rara a casa de fados que não presenteava os porteiros com algo alusivo à quadra ( bebidas alcoólicas) e o «velho tino» mesmo tendo asco ao líquido, era com prazer que ano após ano via a sua adega de estimação aumentar quantitivamente (...)!
sabendo da apetência do «tino» em ser reconhecido, resolvemos em certo dia fazer um telefonema (...), e fazendo-nos passar por elementos do «lisboa à noite», alertámos o «dinossauro da hotelaria», para o facto de se encontrar à espera que alguém fosse buscar, uma caixa de garrafas do melhor néctar da região ribatejana!
-«...ó meu senhor, não era preciso mas ainda bem que reconhecem...assim que puder, mando aí um maduro buscar isso...» respondeu o «tino» emocionado e agradecido!
rápidamente informou o seu ajudante de campo da altura, àlvaro crispim, que alguém teria que se deslocar ao bairro alto:
- «...ó sô mantino eu não posso...!»
- «...porra, tu não gostas de vinho? pergunto-te eu:-gostas ou não gostas! tens cada uma que nem parece teu...»!
álvaro sentia alguma inquietação por saber que estava uma caixa de vinho abandonada, apenas à espera que uma mão amiga a fosse levantar, sabia que nem todas as garrafas seriam para ele (...), mas tinha de encontrar uma solução e enquanto estava de «sentinela» ao parque...viu-nos passar e disse:
-«...ligaram do «lisboa à noite» a dizer que está uma caixa de vinhos para a «gente» mas que alguém terá de a ir buscar...»!
recebeu como resposta:
-«vai lá tu!»
-« depois eu é que sou o mau da fita! hás-de me dizer onde é que moras!» respondeu o «apreciador de bebidas» exasperado!
(...) o dia foi passando e apercebendo-se que dificilmente arranjaria um ingénuo que se disponibilizasse a fazer o frete, resolveu ele próprio, assim que findou o horário laboral deslocar-se à casa de fados e antes que o vinho azedasse trazê-lo para o chefe diamantino o dividir com ligeireza!
mas assim que chegou ao restaurante e para seu grande desgosto, foi informado que não havia vinho nenhum, não tinha havido telefonema algum e tudo não tinha passado de uma brincadeira (...)!
àlvaro ao descer a calçada da glória e matutando na triste notícia que tinha de dar ao «colecionador de garrafas»,dizia:
- «e o pirata sou eu!?»
sabendo da apetência do «tino» em ser reconhecido, resolvemos em certo dia fazer um telefonema (...), e fazendo-nos passar por elementos do «lisboa à noite», alertámos o «dinossauro da hotelaria», para o facto de se encontrar à espera que alguém fosse buscar, uma caixa de garrafas do melhor néctar da região ribatejana!
-«...ó meu senhor, não era preciso mas ainda bem que reconhecem...assim que puder, mando aí um maduro buscar isso...» respondeu o «tino» emocionado e agradecido!
rápidamente informou o seu ajudante de campo da altura, àlvaro crispim, que alguém teria que se deslocar ao bairro alto:
- «...ó sô mantino eu não posso...!»
- «...porra, tu não gostas de vinho? pergunto-te eu:-gostas ou não gostas! tens cada uma que nem parece teu...»!
álvaro sentia alguma inquietação por saber que estava uma caixa de vinho abandonada, apenas à espera que uma mão amiga a fosse levantar, sabia que nem todas as garrafas seriam para ele (...), mas tinha de encontrar uma solução e enquanto estava de «sentinela» ao parque...viu-nos passar e disse:
-«...ligaram do «lisboa à noite» a dizer que está uma caixa de vinhos para a «gente» mas que alguém terá de a ir buscar...»!
recebeu como resposta:
-«vai lá tu!»
-« depois eu é que sou o mau da fita! hás-de me dizer onde é que moras!» respondeu o «apreciador de bebidas» exasperado!
(...) o dia foi passando e apercebendo-se que dificilmente arranjaria um ingénuo que se disponibilizasse a fazer o frete, resolveu ele próprio, assim que findou o horário laboral deslocar-se à casa de fados e antes que o vinho azedasse trazê-lo para o chefe diamantino o dividir com ligeireza!
mas assim que chegou ao restaurante e para seu grande desgosto, foi informado que não havia vinho nenhum, não tinha havido telefonema algum e tudo não tinha passado de uma brincadeira (...)!
àlvaro ao descer a calçada da glória e matutando na triste notícia que tinha de dar ao «colecionador de garrafas»,dizia:
- «e o pirata sou eu!?»

o apreciador de bebidas, como noutra notícia se comprova com provas irrefutáveis, deve ter ficado mais "resina" que aquilo que é seu timbre, todos os dias por volta das 8 horas...
ResponderEliminaré, a falta do precioso néctar tira-o do sério, muito mais saber que depois de tão valoroso esforço, calçada acima, viria de mãos a abanar, calçada abaixo!!!