sábado, 13 de outubro de 2007

os "portas" de serviço

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espécie já rara e ao contrário do que julga ( a própria espécie ), condenada à extinção, a médio, curto prazo, tem exemplares deveras sui géneris, alguns dos quais, privaram connosco e ainda privam e tanto dos actuais, como dos anteriores há sempre algo que os destingue, pese embora sejam da mesma espécie.

esteve entre nós, um exemplar ( caso eu não tenha referido, todos eles macho, como manda a regra ) que embora fosse já ancião, era um guerreiro, ágil com a sua "lança", enquanto devorava magazines do "6 balas", para quem não sabe livrinhos de "cóbóiadas", entre uma página e outra da referida revista, conseguia afagar a "lança", esfregando-a até brilhar, com a preciosa ajuda das suas inseparáveis "amigas", fornecidas pelas aias do palácio. franganito era o espécime ancião no qual todos os da sua espécie punham a vista em cima, já que o próprio, enquanto se encontrava ao serviço do palácio, não punha a vista em cima de nada, pois mais nada via, quando estava a "ler", em busca do seu "nirvana".

outro exemplar, este sem o brilho que tanto lhe era querido, indivíduo encarquilhado, com aptência para ser um bom polícia, como não o conseguiu, delegou funções no seu genro, era então o infeliz portador de uma calosidade, no fundo, bem no fundo das costas, resultante do tempo em que se encontrava sentado, na ânsia da chegada da sua hora mágica, na qual iria ter o reconhecimento do senhor do palácio, pois essa era a hora em que este notaria, de uma vez por todas o seu apêgo aos puxadores dos portões palacianos e como o brilho dos mesmos era devido ao seu esforço, dedicação, devoção, esperava então recolher também a glória, mas infelizmente o tiro saíu-lhe pela culatra, o senhor encandeou-se com o resplandescer dos puxadores e deu uma "castanhada" ao neves. este já era um espécime que não apresentava o mesmo vigor que o anterior, embora fosse significativamente mais novo, canalizava pois todas as suas energias para o "puxanço" do lustro e para outra das suas faculdades, unicamente a par de outro mamífero á face da terra, o morcego, mamífero roedor, voador e vampíro, capacidade essa conhecida como sonar, um sentido que muito jeito lhe deu, para ser reconhecido, não pelos senhores do palácio, mas por alguns de seus mais influentes aios.

passamos agora a enumerar os espécimes que ainda se encontram sob o "jugo" do habitat palaciano, e são eles batista, conceição e caetano e por vezes têm os préstimos de um outro espécime, que não sendo puro, mas sim arraçado, também tem contribuído e muito, para a sentinela do palácio, que é o "tóne" matacão.

do batista, aquilo que mais nos vem á mente, são as suas inúmeras investidas sobre os espécimes femininos, o que até lhe valeu o douturamento honoris causa na cátedra do "bujon", da "regueifa", da "pandeireta", ou para simplificar de cús, que é aquilo de que mais percebe, a par dos copos, pois também durante muitos e longos anos foi o copeiro do palácio. gaba-se também de que sempre que quer, consegue encher, sem piscar os olhos, 1/4 de vigor, de pacote, que o tempo do vidro já lá vai. é fácil de compreender que este exemplar é de uma estirpe completamente diferente, é na verdade uma peça única, uma rica peça...

conceição, é já um exemplar robusto e bonacheirão, também é o fornecedor oficial da leitura dos aios, tanto das senhoras, que antes chegavam a fazer alguma coisa, sem ser passar o dia a ler as revistas côr-de-rosa, que ele lhes fornece, como do chefe da porta de armas, que antes de passar revista ás tropas, gosta de passar os olhos por um qualquer pasquim, contando que dê para queimar o tempo, antes da inevitável entrega ao serviço de seus amos. toda esta robustez, possuída por joaquim, é graças aos inúmeros petiscos tragados e devidamente encharcados com o precioso néctar, no passado, néctar esse, que no presente está á margem da lei, para que o seu corpo, no futuro seja revigorado, com o néctar, que agora ingere nos rebuçados de mel, previamente providenciados pelo amo. no fundo um espécime castiço com o qual é agradável dar, sempre que possível, dois dedos de conversa.

já caetano, dentro da espécie, é o mais reservado. senhor de uma calma sem precedentes dentro do seu habitat, é talhado e não foi a talhe de foice, para as mais distintas missões a ele confiadas, pois muito antes de lhe serem comunicadas, já ele organizou tudo, de modo que a missão lhe seja facilitada... está sempre um passo á frente no que toca a disponibilidade, porque embora calado, não é homem para estar parado. todos os dias, aparece munido de uma bolsa a tiracolo, que é por ele usada no antebraço, o que junto com a sua passada larga, marca a diferença dos demais.

"tóne" matacão, esse é outra conversa. não sendo um raça pura e tendo também pertencido á sub-espécie dos copeiros, do qual o espécime batista também já fez parte, e da qual zé augusto, o chefe da copa é o espécime actual, no fundo o exemplo práctico da sua sub-espécie, percebe-se o porquê deste ( "tóne" ) ser diferente. a muita informação genética ( desde copeiro, passando por porteiro de serviço e ainda, bagageiro ) contida em seu corpo, degenerou naquilo que todos nós conhecemos, o "tóne" matacão. tudo isto para dizer que para o tóne, o salinas não tem palavras. ora lá está...

1 comentário:

  1. o neves era o avô do ninonuno, que chamou o pai para bater no gonçalves

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